Sunday, October 08, 2006

COMPROMISSO CRISTÃO - parte I


Desde criança tive a sensação de que existia um ser muito maior do que eu, que controlava tudo. Minha mãe, espírita umbandista, sempre valorizou a religião. Em sua ignorância religiosa ( que Deus reverteu em benção), sempre me mostrava uma Bíblia com várias gravuras. Toda noite folhava aquela Bíblia, tendo sempre em mente duas gravuras : a da Tentação no deserto e da Ascensão de Jesus.
O tempo passou, e tive algumas experiências no umbandismo.Ouvia vozes e via vultos e espíritos. Isso foi marcante para me aconselharem a “desenvolver” a mediunidade.
Em minhas orações “noturnicas”, não conseguia decorar rezas padronizadas e por isso realizava as minhas “orações”, como algo que pudesse me diferenciar dos demais.
Aos 16 anos, quando minha mãe faleceu, o espiritismo entrou de vez em minha vida. Recebemos uma carta psicografada do “além” de minha “mãe”. Emocionalmente fui atingido.Fiquei dominado e fascinado. Resolvi investir no espiritismo, mas lógico, da “ala branca”, nada de maldade.
Já com 18 para 19 anos, reencontrei um grande amigo que me convidou para uma celebração budista. Já estava cansado dos “passes”, mandingas e benzeção que fazia e que outros faziam para mim. Aceitei o convite. Foi um choque. Quando percebi já estava freqüentando a religião budista. Orava toda manhã, em direção ao sol, com palavras repetidas, o mais rápido possível, com a doce ilusão que isso me levaria a entrar em contato com o universo.
Certa vez,( e aleluia por isso), o líder budista pediu que eu participasse com mais seriedade das reuniões, e falou que para isso eu tinha que esquecer de vez Jesus Cristo.Disse que Ele também tinha procurado a mesma força que Buda procurou.Enfim que Ele, o Senhor Jesus, era igual ou inferior a Buda. Fui para casa e tomei a decisão: Recusei a Buda.
Desde aquele dia me tornei um sem religião, mas que cria em Deus, em Jesus Cristo e etc, etc,etc... .
Uma noite, voltando de um encontro com a namorada, fui dormir na casa de meu irmão que tinha se convertido há pouco tempo. Sabia do risco que corria pois ele tentaria me “evangelizar” de qualquer maneira. Mas eu estava preparado para qualquer coisa. Depois de 6 meses de “evangelismo” aceitei seu convite de ir à igreja. Era uma igreja Batista, com um pregador simples, que pregaria sobre seitas. Foi arrasador. Levantei minha mão depois de muita insistência do pregador, que dizia que “....se eu não queria levantar a mão era porque satanás estava segurando”. Levantei logo!! Então, me chamaram para um quarto onde me perguntaram se eu queria “aceitar Jesus”? Eu prontamente disse que não aceitava nada que não conhecia. No mesmo instante providenciaram 4 estudos sobre o livro de João com uma literatura do mesmo.
Fiz o estudos dentro do metro em São Paulo, único tempo que tinha pois estudava e trabalhava.
Certa manhã fazendo uns dos últimos estudos me deparei com o texto de João onde descreve o julgamento e a crucificação de Jesus. Meu coração se derreteu. Chorei como criança. Aquele dia foi um marco para mim. Agora sim tinha sentido aceitar Jesus.
Jesus realmente transformou minha vida. O sentimento de fracasso que tanto meu pai, católico não praticante, havia me empregüinado, sumiu. De uma forma muito estranha desapareceu. Uma nova vida surgiu, com novos objetivos, mas ainda era ignorante na questão da vida eterna. Era como um filho deficiente sem ajuda. Mas prossegui. Tinha conhecido de verdade: Jesus.

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